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Afastamento do trabalho: Seis fatores ligados à saúde que levam o profissional a se ausentar

Atualizado: Ago 4

Zelar pela saúde e bem-estar dos colaboradores é dever de toda empresa, independente do porte, segmento e área de atuação. A saúde do colaborador é um direito fundamental do mesmo, garantido em lei, e deve ser entendido pela empresa como um ativo indispensável. Afinal, uma vez que a saúde do funcionário está comprometida este não conseguirá entregar o trabalho com o máximo de qualidade e produtividade, sendo necessário que se ausente de suas funções. O afastamento do trabalho é consequência de um ambiente laboral negativo e perigoso.


Um funcionário doente ou que execute tarefas árduas ou lesivas por muito tempo corre o risco de perder seu nível de excelência, além de poder piorar seu quadro clínico. No Brasil, infelizmente, as taxas de afastamento por doença e acidentes são preocupantes. Só em 2018, o INSS registrou 154.812 afastamentos por acidentes ou doenças laborais. E, nos últimos 18 anos (de 2000 a 2018), a previdência acumulou 181 mil concessões de aposentadoria por invalidez acidentária.


A ASONET tem a missão de auxiliar as empresas em seus processos de gestão de saúde e segurança do trabalho. Portanto, esse texto faz um alerta sobre seis fatores ligados à saúde que podem levar ao afastamento do trabalho.


Afastamento do trabalho por acidente


Os afastamentos causados por acidentes de trabalho ainda são a maioria no Brasil. Sendo, portanto, a prevenção de acidentes o primeiro e mais importante foco de ação da medicina do trabalho. É quase impossível generalizar os fatores de maior risco de acidentes, afinal cada empresa e cada área de atuação possui seu processo, seus maquinários e suas particularidades. Mas, apesar de ser algo muito particular e personalizado, criar um procedimento de prevenção é possível. Ao investir em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), prevenção e brigada de Incêndios, formação do comitê CIPA a empresa está iniciando um bom procedimento para prevenir acidentes.


Lesão por esforço repetitivo (L.E.R)


A doença mais comumente encontrada dentro das empresas é a Lesão por Esforço Repetitivo (L.E.R), geralmente causada por exercícios prolongados, repetitivos e incorretos de determinado movimento. A L.E.R atinge principalmente profissionais que trabalham muito tempo diante do computador. A postura incorreta ao se sentar e digitar, somada ao fato de que os profissionais e a empresa não possuem o hábito de fazer uma ginástica laboral, agravam os fatores de risco para desenvolver a doença.


Surdez, temporária e definitiva


Muito fatores ligados ao ambiente de trabalho podem levar a surdez. Mas, a perda da sensibilidade auditiva geralmente está ligada a exposição contínua e prolongada por muito tempo à ruídos intensos. Sons em níveis acima de 80 decibéis já são considerados prejudiciais, principalmente em ambientes de trabalho onde não se faz o uso de protetores auriculares. Por não estar ligada a uma função específica essa é uma doença laboral que pode atingir trabalhadores de todas as áreas de atividade. Contudo, em alguns segmentos, o profissional fica mais vulnerável a essa perda de audição. Por exemplo: em trabalhos relacionados a mineração, a construção civil, em aeroportos e na operação de máquinas e equipamentos diversos. Também já se sabe que o trabalho com determinados produtos químicos, principalmente os solventes, pode ocasionar transtornos auditivos.


Dermatose ocupacional


A dermatose ocupacional engloba dermatite de contato, câncer de pele, infecções na pele, ulceração e também reações alérgicas. Caracterizadas por alterações na pele e na mucosa, as dermatoses ocupacionais geralmente são causadas pela exposição do trabalhador a determinados agentes durante o desempenho de suas funções. Esses agentes podem ser de natureza química, física ou biológica. A doença não está necessariamente ligada ao contato da pele com as substâncias tóxicas. Em muitos casos, a dermatose pode se manifestar como uma forma do corpo expulsar organismos que foram inalados ou ingeridos. Pessoas que trabalham com graxa ou óleo mecânico podem desenvolver reações alérgicas crônicas, de forma que a pele cria placas e intolerância ao material. Nesse caso, os EPIs e os exames médicos periódicos são indispensáveis para prevenir, identificar e tratar a doença.


Doenças psicossociais


Depressão, ansiedade, síndrome de burnout. A lista de doenças psicossociais que causam afastamento do trabalho é enorme e já pode ser considerada um dos fatores de maior risco para saúde dos trabalhadores. Como o próprio nome indica, as doenças psicossociais são distúrbios que atingem a saúde psicológica dos colaboradores. Uma pesquisa realizada pela Associação Internacional do Controle do Estresse (International Stress Management Association) mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo com o maior nível de estresse no trabalho. De acordo com os dados do estudo, de cada 10 pessoas ativas, ao menos três sofrem com a chamada síndrome de Burnout. Identificar e tratar os distúrbios, prover um ambiente de trabalho saudável e combater os fatores de risco deve ser prioridade dentro das empresas.


DORTs


Os distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs) são adquiridos e desenvolvidos, principalmente, em decorrência da má postura contínua, da sobrecarga de esforço e da repetição de movimentos. Alguns exemplos de DORTs são: mialgias, tendinite, bursites, dores crônicas e dorsalgia. A dorsalgia, popularmente conhecida como dor nas costas, está entre os principais motivos que causam afastamento do trabalho. A melhor maneira de prevenir e combater a DORT é a contratação de um médico do trabalho capaz de orientar os colaboradores quanto às boas práticas para desempenho de suas funções. Além disso, um profissional especializado é capaz de avaliar no ambiente os fatores de risco e agir diante dos primeiros sintomas.


Cuidando da força de trabalho. O maior ativo de qualquer empresa!


Um funcionário doente ou que execute tarefas árduas, de maneira recorrentes e que causam danos para sua saúde física e mental perde a capacidade de entregar seu trabalho com excelência. A produtividade e qualidade do trabalho estão diretamente ligados a saúde e ao bem-estar dos colaboradores. Portanto, ter uma boa gestão de saúde ocupacional é o primeiro passo para proteger o maior ativo do negócio.


A medicina do trabalho atua para prevenir, tratar e zelar pelo bem-estar dos funcionários. Ela é desenvolvida nas empresas com base no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional consolidado e estabelecido pela NR7.


É possível otimizar os sistemas de saúde da sua empresa contratando uma consultoria especializada em medicina do trabalho. Não espere os afastamentos do trabalho por doença ou acidente se tornarem um passivo para o negócio. Atue de maneira preventiva e procure a ASONET para criar um programa de gestão de saúde personalizado.


Este artigo foi escrito por Juliana Colognesi

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